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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Maiakovski e uns rastros

"Não acabarão com o amor,



nem as rusgas,



nem a distância.



Está provado,



pensado,



verificado.



Aqui levanto solene



minha estrofe de mil dedos e faço o juramento:



Amo



firme,



fiel



e verdadeiramente."






(Maiakovski)






















Todas as teorias são inúteis. Todas as idéias são estúpidas.





Se não bem compreendidas.









Sem acordo,





as horas começaram a voar.










Cerra os olhos


mil memórias


sem som


um rosto.




"Nos demais,todo mundo sabe,


o coração tem moradia certa,


fica bem aqui no meio do peito,


mas comigo a anatomia ficou louca,


sou todo coração."


(Maiakovski)






Sempre se peca por extremos

e nas laterais que se estão os erros.

Ou é demais

ou nunca se é o suficiente.

E a vida ladeira abaixo é derrocada.

Mas meio lance é puro desatino.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Décimo nono

No meu décimo nono ano tive uma surpresa. O sentir independente. Se é bom? Bom, façamos jus ao título: sim e não. Para mim é dilacerante, dor , sangra por dentro, é angústia. Muita. E quem é que gosta disso? Mas dizem que é bom.


Contradições à parte, a sensação de confusão é plena. Não são apenas as idéias fora do lugar: são os sentimentos sem começo, meio e fim. Desatinados.





E é cada vez pior. A minha cela eterna é a cinza e linda São Paulo aos exatos 11 graus celsius, caminhando sozinho. É lindo em sua melancolia. mas é também desconcentrante.

"É melhor morrer do que perder a vida". Não tem cor, não tem som. Nào tem cheiro, nào tem gosto. Quando ousa exalar, é a podridão que emerge, sedenta.

Só um por cela. Mas eu e minhas tormentas já lotamos a minha.

domingo, 2 de setembro de 2007

Me deixa caminhar ao vento



Let me put my feet on the groud.
And feel the wind.
E minha vista dita canda, vista embassada tenta enxergar
mas só vê o vazio.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Revanche em vida



De uns tempos para cá venho pensando que na vida não há cartada melhor do que viver. Viver e continuar vivendo.
Quantas dores não dilaceram, quantas vezes não se pensa em desistir de tudo, quantos pensamentos não tripudiam em cada interior.
Mas o tempo passa, passam as estações, passam os espaços. E aqui continuo, em pé.
E cada dia e um passo a mais para as grandes pequenas descobertas, perdidas nos sertões de dentro.