sábado, 20 de outubro de 2007

Gente



Viver com olhos verdes

é possível quando se sente

que se pode mudar.

Um pouco, ao menos.




Mas as amarras,

são um olhar que persiste.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Singular é plural



"Viciada. Por quê? Ora, a resposta... está no interior da cara."


[Abraçar o mundo, mesmo sabendo o quão cinza ele é.
Abraço sincero.]


Obrigada. Não sei bem a quem dizer isso, mas obrigada.

A decepção me trouxe toda a dor.
Da dor fui para o desespero mudo.
Do desespero mudo foram tiros sem munição.
Por estes últimos, cheguei o fundo do poço.

Do fundo do poço chega-se a calma.
Da calma a um sorriso interno.
Por dentro, percebi que singular é o maior plural.
E hoje, não creio que consiga fazer do plural singular.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

No plural



Não existe nada tão bom quanto amigos. Reunidos, todos nós, ao redor de uma mesa no sábado à noite enquanto as horas correm pautadas nos nossos risos.

Mesmo quando se está no singular, a amizade faz de cada homem, um plural.

Aos meus amigos, que me trazem um sorriso aos lábios todos os dias, um muitíssimo obrigada!

sábado, 29 de setembro de 2007

Páginas: a ruptura


Perspectivismo.

Os óculos do ele na página do ele.

Tentar.

Visão distorcida: que estranho.

Estranhamento.

Não estranhar: mudar o foco.

Ao revés.

Dias de Summertime

Ouvir Summertime, na versão do Morcheeba.







Pura instigação dos sentidos. Desde a melodia até a voz de Skye. Parece que o calor é tanto que tudo fica mais lento, mas arrastado, saboroso e doce como fruta.

Alguns dias, mesmo com toda a sobrecarga do cotidiano, parecem um Summertime. Tudo se move em câmera lenta, mas não é lento. Tem seu ritmo e seu enlace. O corpo todo envolvido. E é por dentro. Summertime é lento, mas não chega ao relaxante. É tão próprio quanto a celebre frase "no compasso da desilusão". E cada sintonia. E como pode ser próprio dentro de mim algo que do meu eu não nasceu? O que é próprio? Existe próprio?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Décimo nono

No meu décimo nono ano tive uma surpresa. O sentir independente. Se é bom? Bom, façamos jus ao título: sim e não. Para mim é dilacerante, dor , sangra por dentro, é angústia. Muita. E quem é que gosta disso? Mas dizem que é bom.


Contradições à parte, a sensação de confusão é plena. Não são apenas as idéias fora do lugar: são os sentimentos sem começo, meio e fim. Desatinados.





E é cada vez pior. A minha cela eterna é a cinza e linda São Paulo aos exatos 11 graus celsius, caminhando sozinho. É lindo em sua melancolia. mas é também desconcentrante.

"É melhor morrer do que perder a vida". Não tem cor, não tem som. Nào tem cheiro, nào tem gosto. Quando ousa exalar, é a podridão que emerge, sedenta.

Só um por cela. Mas eu e minhas tormentas já lotamos a minha.

Bergman para as perguntas

Bergman devia se fazer perguntas parecidas com as minhas. Talvez ele tenha encontrado

algumas respostas que lhe satisfizeram. Talvez.








Foi um dia em boa companhia: Gorender, Marx e Engels e agora Bergman.







Trecho de Wild Strawberries de Ingmar Bergman: http://www.youtube.com/watch?v=3O01zxTTrQY&mode=related&search=