quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Décimo nono

No meu décimo nono ano tive uma surpresa. O sentir independente. Se é bom? Bom, façamos jus ao título: sim e não. Para mim é dilacerante, dor , sangra por dentro, é angústia. Muita. E quem é que gosta disso? Mas dizem que é bom.


Contradições à parte, a sensação de confusão é plena. Não são apenas as idéias fora do lugar: são os sentimentos sem começo, meio e fim. Desatinados.





E é cada vez pior. A minha cela eterna é a cinza e linda São Paulo aos exatos 11 graus celsius, caminhando sozinho. É lindo em sua melancolia. mas é também desconcentrante.

"É melhor morrer do que perder a vida". Não tem cor, não tem som. Nào tem cheiro, nào tem gosto. Quando ousa exalar, é a podridão que emerge, sedenta.

Só um por cela. Mas eu e minhas tormentas já lotamos a minha.

Bergman para as perguntas

Bergman devia se fazer perguntas parecidas com as minhas. Talvez ele tenha encontrado

algumas respostas que lhe satisfizeram. Talvez.








Foi um dia em boa companhia: Gorender, Marx e Engels e agora Bergman.







Trecho de Wild Strawberries de Ingmar Bergman: http://www.youtube.com/watch?v=3O01zxTTrQY&mode=related&search=

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Folk Tale ou Música

Música é deleite, para alma, para o corpo, para sentir, para o expressar.

Músicas são achados. São grãos nossos que encontramos por aí, esfarelados, expressando-nos.





The Night do Morphine é assim. Para um, para dois, para três para muitos um ou dois espaçados em um conglomerado. É melancolia com um abraço e com pulsação.

Inspira.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

While...



So much to say without making a single sound.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

L. e as névoas de uma principiante formação de um tentaculismo em construção

L. desde sempre sofria o tentaculismo de m.

Era como se a dilaceração fosse constante. E a cura fosse a mais grave ferida para todo mal. O mais longeo possível de uma proximidade com sofrimento puritano, a grande questão é que só se esquece da dor e de sua intensidade quem não mais a sente. E com L. era como se os tentáculos de m. se afastassem (para pegar mais impulso) e enquanto isso suas feridas começavam a se cicatrizar. Mais o chicote de um bom açoiteiro não cessa o seu funcionar.

E as feridas inflamavam, o sangue não desata a escorrer.


O fruto nasceu de um galho poder. A árvore toda está envenenada? Só as raízes? Só o galho? E a seiva que lhe corre?






L. sentia que estava condenada por uma sentença silenciosa. L. era o acorrentado de Platão, mas diferentemente do desfecho, L. suspeitava. O suspeitar era enlouquecedor.
E mais e mais as sombras se contornam. Estaria L. vendo as sombras do que realmente imaginava? Era assustador. Ver sombras se aproximarem é a angústia. É a corrosão. Agitar-se sem ter certeza do que se agitar e para que se agitar.
É todo o desespero de Luis e o princípio de sua loucura.
L. já havia desconfiavo de sua loucura. Mas G-F assegura-lhe que não. L. prosseguia com sua podridão adubando sua mente fértil


E hegel ameaça os tentáculos. Mas ameaça, apenas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007


L. vivenciava as amargas, incialmente doces, transformações repentinas, as quais nem o próprio tempo consegue responder.



Logo nos primeiros minutos do seu calendário caleidoscópico ouvira uma voz que mais ouvia dentro de si do que advinda do plano tridimensional: 7.





L. tanto pensava em 7, tanto fantasiava, tecia mil diálogos que ecoavam dentro de si... 7 era a materialização que desfilava e se fazia ouvir. Havia tempo que L. esquecia de 7, mas quando se lembrava, tamanha era a intensidade de suas lembranças, L. não consegui suportara angútia crescente. Era todo coração, sem mãos.



L. era tímida demais. Camuflava sua tímidez o melhor que podia. E estar lá com 7 era ótimo. Era agradável, fazia sentido.



Mas cada qual tem seus demônios adormecidos. L., tinha a insipidez na alma depois do que lhe acontecera do último verão.






Passaram-ae outono, inverno e chegara a primavera. As cores e os ventos mudaram. As árvores tornaram-ae alaranjadas, depois o próprio vento as desnudara, embranqueceram, e a primavera lhe trouxera cores novamente.



Mas por dentro, era tudo clareira. Era ensurdecedor. Como se o grito fosse tamanho que nada mais se fizesse ouvir.






Assim como Saramago descrevia a cegueira pelo excesso de luz, "uma cegueira branca".






Todo trunfo de L. era toda a sua dor. Seu penar esgotara a sua capacidade de sentir dor.



Era impossível entorpecer-se em belas aspirações. Cada vez que uma delas começava a tentar povoar o sentir de L. o exterior, cravava suas garras. Não há sentir mais profundo que o sentir da horizontalidade.






















domingo, 16 de setembro de 2007

Ever...